





velhos temas re/visitados e outros novos re/INventados
num tempo em que fui de minas
entre montanhas e rimas
entre os jardins e currais
forjado a ferro os canteiros
cecília e seu romanceiro
escorrem seus dedos longos
nos versos tristes que inventa
como uma outra cecília
sobre nomes também eu invento
diante do espelho linda e nua
enquanto língua pele e lua
pelo bico dos teus seios
saliva nos teus fluxos
como o cheiro dos teus flexos
quando despida em teu amor
o amor despido é nosso sexo
cecília goza pelas costas
e por todos continentes
quando rio se encharca pelas frentes
quando mar transborda nas encostas
quando cravo as unhas rente
nos teus flancos frente e verso
nos papéis o testamento
e seus dedos longos escorrem
em tristes outros pensamentos
e os re/versos de cecília
no espelho também re/invento
transpirar graficamente para César Castro, não é simplesmente re-visitar uma obra de arte e criar variações sobre o mesmo tema, como já fez com Mário de Andrade magnificamente na Viagem Gráfico Visual pela Selva de Macunaíma em 1993 e como faz agora com a obra de Joahnnes Vermmer e o transforma num Vermmer Além da Alma. transpirar para ele é fazer a fonte por onde bebeu respirAr por um universo contemporâneo e dar ao que era antes, apenas um fragmento uma arte final que pouco tem a ver com aquilo que o seu foco, a sua lente captou lá em uma arte esquecida pelo tempo e a faz pulsar pulsar pulsar em outro tempo como se o tempo fosse a sua própria arte em ebulição.
Artur Gomes